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O que as mulheres querem na cama?

29 mar

Nada há pior, nem mais constrangedor, do que ter de perguntar: “Foi bom?” Inadequada, essa pergunta é, em si, um atestado de incompetência, pois mostra que o homem desconhece, em absoluto, o que querem as mulheres na cama. Mas aqui elas contam tudo, com detalhes, e traçam para você o mapa da mina

Depois de batalhar muito durante a noite, você finalmente consegue envolver a mulher de seus sonhos. Surge, então, o momento decisivo e, num piscar de olhos, os dois estão na cama, prontos para embarcar numa noite infinita de prazer. De repente, você cai na real e descobre a responsabilidade que tem pela frente. E aí não dá para conter os calafrios e a insegurança, que dói mais do que calo. Sim, porque, decididamente, você não pode pisar na bola. Qualquer deslize pode levar tudo por água abaixo.

Infelizmente, ainda não foi inventado um guia básico ensinando a fórmula ideal para ser bom de cama. Nem mesmo a ciência hi-tech foi capaz de descobrir um método que transformasse reles mortais em deuses sensuais. Se bem que alguns escritores já se aventuraram no tema, criando manuais práticos que prometem tornar o leitor mais estressado e carrancudo possível num parceiro sensualíssimo, apto a assinar performances irretocáveis.

No entanto, estas obras literárias estão muito mais para histórias da carochinha do que preocupadas em solucionar seu problema. Melhor empregar seu dinheiro em algo realmente proveitoso. A não ser que você ache fundamental aprender uma dúzia de posições mirabolantes, ou esteja disposto a decorar centenas de frases feitas e movimentos mecânicos. Mas pode ter certeza: na hora H, você só consegue lembrar do que papai e mamãe faziam (e diziam).

Em matéria de sexo, quem é bom não nasce feito. É necessário algum tempo de estrada. E não adianta atropelar os bois com a carroça, porque experiência é extremamente valiosa. A combinação de parceiros também influi e pode resultar numa noite das Arábias ou em nove semanas e meia de tédio. As primeiras transas não costumam ser as melhores, já que o desconhecimento da sexualidade do parceiro pode significar uma catástrofe. Com uma certa dose de intimidade, as inibições deixam de ser um empecilho para que cada um descubra o que o outro tem de mais gostoso a dar. Porém, não custa partir para a cama sabendo antecipadamente os desejos femininos. É um excelente atalho para que você acerte na mosca logo na primeira noite.

Todo homem com um mínimo de sensibilidade costuma se deter pelo menos alguns minutos nas preliminares. Mas o que nem todos sabem é que a pós-relação é outro momento bastante importante. A psicanalista Ana Maria Rebouças diz que antes da relação sexual o homem narcisa a mulher, fazendo com que ela se sinta desejada.

A advogada Simone Rocha, de 24 anos e belos olhos verdes, confessa que tem um tesão particular pelos momentos que rolam depois da transa. Ela lembra com decepção de um ex-namorado que terminava de fazer amor e corria para o chuveiro. Até aí, tudo bem. Só que o rapaz tinha tanta pressa que, às vezes, nem a convidava: “Era muito broxante, porque parecia coisa de gente culpada, que se sente suja depois do sexo e tem de se lavar imediatamente. Para mim, tudo que vem do corpo do outro é excitante. Quando a transa acaba, é muito gostoso compartilhar o cansaço e o suor agarradinho”.
Apesar desta tara pela pós-relação, Simone confessa que se sente constrangida em conversar sobre sexo. Ela teve uma educação repressora e, por isto, encontrou dificuldades para atingir seu primeiro orgasmo. “Eu me satisfazia com uma relação sem gozo e aproveitava ao máximo os prazeres do ato sexual, ao invés dos segundos de clímax. Mas com o tempo descobri minha sexualidade e hoje em dia tenho até orgasmos múltiplos, só que demoro a atingir o clímax. Se o cara é apressadinho e fica me cobrando, eu mando passear”. Na cama, Simone odeia que lhe peçam coerência. Ela é do tipo oito ou 80. “Às vezes, estou no clima de mulherzinha romântica, que quer ouvir ‘eu te amo’. Em outras ocasiões, prefiro uma relação selvagem. Até gosto de bancar a prostituta quando tenho certeza de que sou amada”.
O velho ditado “uma dama na sociedade, uma prostituta na cama” também faz parte da filosofia da modelo Lady Mendonça. Ela é adepta do sexo selvagem: “Adoro quando os homens me mordem, me apertam e puxam meu cabelo. Esse negócio de mulher pudica não é comigo; na cama vale tudo mesmo. Nada existe mais gostoso do que ouvir sacanagens enquanto transo. Fico louca quando eles me chamam de gostosa e de galinha”.

Lady Mendonça não se importa de ser dominada em uma relação. Mas, quando o homem não toma a iniciativa, ela contra-ataca e lhe indica o caminho certo de seus pontos erógenos. Utilizar artifícios extras para provocar uma situação bem erotizante é outra forma de seduzir a modelo. “Certa vez, um rapaz me amarrou na cama – conta Lady -, jogou leite condensado sobre todas as partes do meu corpo e me lambeu inteirinha. Transas deste tipo são inesquecíveis”.

Fazer amor em alta velocidade é uma boa maneira de ser definitivamente riscado da agenda de Luciana. Ela não suporta quando o parceiro quer dar apenas uma rapidinha: “Fico indignada se o cara quer transar de qualquer modo, mesmo que esteja cansado, apenas para não perder uma oportunidade. A relação exige um ritual. Desse jeito, às pressas, ele nunca terá inspiração para me excitar até o ponto certo. E também detesto fazer amor com homem suado, sujo, depois de um dia de trabalho. Nesses casos, ele deve esquecer o sexo oral. Aliás, esta prática só vale antes da transa. Depois do ato, dispenso”.

Os beijos, as carícias e os toques – quando bem executados, é claro – são capazes de causar sensações incontroláveis na parceira. A modelo do bumbum arrebitado, Isabel Stasiak, diz que treme quando é tocada no seio e na bunda. Antes de chegar neste estágio mais palpável, ela gosta de se sentir cobiçada: “O homem tem de me desejar como mulher antes de ir para a cama. Normalmente, uso meu corpo da melhor forma possível, porque acho interessante seduzir o homem. Gosto de sair do banho perfumada, de vestir uma camisola provocante”.

Isabel é do tipo que gosta de dominar a situação. Talvez por isto sua posição favorita seja ficar por cima do companheiro: “Odeio, porém, transas doentias, de pessoas que gostam de amarrar a mulher”. Contudo, ela acaba admitindo que toparia xingar ou bater no homem caso ele preferisse assim.
A atriz Maria Padilha não gosta de estabelecer regras para o sexo. Dominar ou não o homem durante a transa, segundo ela, depende do momento e, muitas vezes, inverter o papel na própria cama deixa a relação com um sabor fora do comum: “O sexo tem de ser espontâneo, sem canastrices. Detesto aquela coisa artificial; o imprevisível é sempre mais gostoso”.

A dentista Carla Soares de Almeida, de 29 anos, pensa como Maria Padilha e prefere as transas não premeditadas: “O excitante é quando o tesão aparece de repente. A relação fica ainda melhor se tiver a sensação de coisa proibida, com a impressão de que alguém vai aparecer a qualquer instante. Ao ar livre, então, isto é muito bom”. Para Carla, se os dois estiverem a fim, vale tudo na relação, exceto violência. O sexo anal, em sua opinião, depende do momento. Segundo ela, é preciso estar bastante relaxada para curtir uma relação anal. Mesmo assim, prefere quase sempre evitar: “No momento, pode até ser prazeroso, mas o dia seguinte dá um arrependimento danado, acompanhado de uma dorzinha indesejável. Fora o sexo anal, todas as posições são gostosas. Algumas, obviamente, me fazem gozar com mais facilidade. Eu adoro ficar de quatro, porque sinto melhor a pressão do pênis do homem”.

Sempre bom saber que a vontade sexual da mulher não está ligada a qualquer decisão que ela tome durante o ato ou à maior lentidão em atingir o orgasmo. A psicanalista Ana Maria reaparece e destaca que não se deve exigir performances atléticas das mulheres. Ela lembra que, por uma questão hormonal, existe uma diferença básica entre a sexualidade delas e a dos homens, o que resulta em comportamentos sexuais distintos. Enquanto os hormônios masculinos são potentes, porque devem instigar a conquista e provocar a ereção, os femininos fazem com que a resposta física seja exatamente contrária. Isto é, deixa as mulheres com o corpo mole, receptivas à concepção.

Quando o assunto volta a ser sexo anal, a psicanalista explica que esta prática é mais atraente para os homens por causa da impressão de vitória que eles acabam tendo. A relação anal é um modo de o homem decretar seu domínio. “Ele é muito mais agressivo do que a mulher. Além disso, há a força do lado homossexual neste tipo de transa: eles não admitem serem penetrados, mas gostam de ver suas companheiras nesta situação”. As mulheres que não descartam o sexo anal são, segundo Ana Maria, aquelas que sentem prazer nas formas mais violentas.

Se sua parceira demora ou não chega ao clímax, o remédio é o diálogo. Aliás, se o casal já tem uma certa intimidade, a mulher normalmente pula na frente e solta o verbo. A psicanalista tranqüiliza a todos com um esclarecimento: “Para a mulher, ser amada costuma ter maior importância do que ter prazer e por esta razão, ela precisa falar para obter certezas. E como o prazer também é mais complexo, as palavras funcionam como uma compensação de um orgasmo que nem sempre ela atinge”.

De qualquer maneira, como o início de uma relação é sempre um tiro no escuro, não custa aproveitar a tendência natural e desabar a falar. Com um certo limite, é claro, pois como já dizia o Bocage: quem muito fala, pouco faz. Mas uma boa pitada de cumplicidade tem tudo para agradar e redobrar o prazer.

Via Sexo Mulherzinha

 
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Publicado por em março 29, 2011 em Sexo

 

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