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Quatro tarefas que os homens fazem pelas mulheres, mas detestam…(Parte 1)

01 mar

Prossigo, prossigo! Semana passada, ganhei um desafio: contar os favorzinhos odiosos que a gente faz para as mocinhas ficarem felizes e alegres. E assim – sim, e assim! –andei pisando descalço no terreno das generalizações. Hoje vou sambar! Vou sambar numa passarela de gentis ofensas. É dia de fechar a lista. Mas antes devo dizer uma vez e sempre: meninas, não odeiem os moços. Tenham coração, e tenham sorrisos nesse coração. A gente sabe (ou deveria saber) dos sacrifícios que vocês também fazem por nós. Façamos as pazes. Façamos já!

1) Dormir no mesmo horário: minhas sonecas, eu prometo um dia voltar ao tema com mais detalhes e mais carinho, mas darei um breve conselho: assista ao filme “Feitiço de Áquila”. Veja como são poucas as horas possíveis entre o amor do Rutger Hauer e da Michelle Pfeiffer. Eles foram enfeitiçados. De dia ele é lobo e ela é mulher. À noite, ele é homem e ela, falcão ou gaivota. Algo assim. Nos escassos minutos do crepúsculo, o casal vive seu amor de carne e osso. Que linda metáfora da rotina de um casal! Meninas, registrem: os seres humanos foram fabricados para oferecer uma cartilha de desacordos cronológicos. Homens gostam de dormir tarde e acordar mais tarde ainda. Rara é a dupla em que os dois relógios biológicos são suíços. A imprecisão faz parte do jogo. Não taque pedras e não dê travesseiradas na alma do seu rapaz porque ele não está com sono quando você está. Essa obrigação de dormir juntinhos, ao mesmo instante, sempre… Afe! Compreenda! Perdoe! A ditadura do ponteiro, esse toque de recolher que as moças implicam aos moços, é, das torturas silenciosas, a mais dura e bocejante de aguentar.

2) Fazer a barba: vestirei luva de pelica e de borracha ao passar a lâmina neste item. Porque, claro, vocês devolverão trezentas giletes lançando um único e verdadeiríssimo truco: “homens, não falem de barbas! Não quando a gente passa pela depilação semanal pra agradar vocês!”. E eu só posso concordar. Mesmo assim, ser desequilibrado é faculdade especial da macheza. Portanto, serei desequilibrado e injusto: garotas, existe pouca coisa mais chata do que ser obrigado a manter o queixo de bebê. Não interessa se vocês acham mais bonito ou mais confortável. O homem em seu estado natural é um diamante bruto. É um carvão: ele quer ser sujo, inflamável e fazer o menor dos esforços. Em casa, esse papo de que barba roça, de que pinica, de que machuca… Sei lá. A gente queria só um pouquinho mais de brutalidade, de tolerância à raspagem da pele. Um beijinho áspero e uma raladinha no sexo oral fazem parte da doce barbaridade do romance.

3) Chamar para programas de última hora: o problema é o timing. Homens costumam sorrir pra dentro achando graça do talento feminino de pedir coisas na hora mais errada. Você acaba de meter umas ceroulas, a chinela e a regata, e a gatinha diz: “amor, o lixo tá fedendo tanto. Leva lá na garagem?” Às vezes, aos fins de semana, tudo o que um sujeito quer é ser uma montanha de inércia.

4) Fazer compras: não resisto. Prometi a meus botões e a meus zíperes não citar o supremo dos clichês turísticos de um casal… Mas cometeria pecado fatal ao omitir a mais hedionda, a mais terrível, a mais abominável das torturas: fazer compras com você! Qualquer que seja a compra. Vocês dirão: “Mas J., várias vezes eu tou indo fazer comprinhas pra ele! É pra ajudar! Nem é pra mim!”  E eu direi: não, quinhentas vezes não! Não é pra ajudar! Uma saída de compras é sempre um presente pra mulher e um inferno para o rapaz. Não existe a menor migalha de objetividade. Tremo até de pensar nas palavras que batucarei a seguir: o pânico, o pavor completo chega no momento em que você solta aquele famoso: – “Benzinho, vamos só dar uma passadinha nessa loja? Dar uma olhadinha naquela promoçãozinha…”. O coração macho, nesse momento, torna-se a mais suingada escola de samba. Ouça a minha aorta ali de tamborim! Que coisa linda, que beleza e que balanço… Minhas gracinhas, na hora das compras, o cartão de crédito do homem chama-se Golden Cross.

Via Marie CLaire

 

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