
Então, finalmente (e põe finalmente nisso!) a estréia de Lua Nova chegou!
Que o filme é um sucesso de bilheteria já se sabe. A equipe conferiu a pré estréia do filme na quinta feira, no Cine Roxy em Santos e até postamos fotos no twitter para ilustrar as aglomerações e filas que estava no cinema rolando no cinema. Só de aparecer o título do filme na telona foi uma gritaria só!
Mas não é para trazer números de bilheteria que estou aqui e sim para fazer a análise do novo filme da saga.
Sendo assim, aqui vamos nós…
A adaptação da história
Surpreendentemente, o roteiro está bem similar ao livro, exceto por alguns pedaços que me parecem terem sido adicionados para trazer mais ação ao filme que devido ao sentimento melancólico da Bela dá uma sensação de ser bem mais parado que o primeiro filme. Além disso, criaram uma nova forma de fazer o Edward “aparecer” mais, já que no livro ele fica ausente em boa parte. Nada a reclamar disso, certo, meninas?

É Jacob quem melhora o sofrimento de Bella quando Edward vai embora.
A mudança de direção
A direção do filme está MUITO melhor. As cenas trazem muito da emoção do livro, souberam ilustrar muito bem diversas das partes. As transições de algumas cenas são feitas com maestria, como no momento em que Edward e Bella observaram um quadro dos Volturi. Sensacional! Se alguém tinha dúvidas do porque da Catherine Hardwicke ter sido dispensada após o primeiro filme, fica totalmente compreensível depois de assistir à Lua Nova. O Chris Weitz usou algumas técnicas de câmera bem legais, que complementam a cena.

Chris Weitz dirige Robert Pattinson: uma ótima mudança
Os atores e personagens
Apesar de eu não gostar muito da atuação da Kirsten Stewart ela melhorou muito no quesito atuação. Eu sempre tive a impressão de que ela tem uma cara de “eu não queria estar aqui”. Até nas entrevistas que ela deu sobre o filme deu pra sentir uma amadurecida e isso transparece nas telas também.
Robert Pattinson também continua fazendo a mulherada delirar no cinema, mas deram tanta frase melosa pro coitado nas poucas cenas em que aparece que até eu confesso ter olhado pra cima de vez em quando.
Quem se destaca neste filme é Taylor Lautner que consegue representar dois momentos diferentes do personagem Jacob: no começo bastante inocente e depois de uma mudança (não vou falar pra evitar spoilers) ele parece muito mais amargurado e agressivo.
O Michael Sheen que interpreta Aro também atua muito bem. Soube representar muito bem a frieza e falsidade do personagem.

Michael Sheen é Aro, um volturi muito respeitado no mundo vampírico.
Os efeitos especiais
Uma ENORME evolução em relação ao primeiro. Se antes parecia que os vampiros correndo era nada menos que a fita sendo acelerada caseiramente, agora temos lobos extremamente realistas na tela, cena de Edward sendo torturado que é de arrepiar assim como a cena de briga que é bastante convincente… Provavelmente essa melhoria se dá pelo orçamento muito maior que dedicaram a este filme após o sucesso do primeiro, mas mesmo assim, agrada muito mais.
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Vovó, pra que essa boca tão grande? Os lobos do filme são bem realistas.
Mas mesmo assim, souberam corrigir alguns detalhes que faltaram no primeiro: os vampiros da saga estão brancos feito parede e em alguns momentos parecem mesmo com o aspecto marmorizado que a escritora descreve em seus livros; Victoria é agora a ruiva de cabelos de fogo e não mais a ruiva com cabelos de água de salsicha (acho que no filme anterior ficaram sem verba pro Wellaton, hehe) e graças a deus tiraram aquele barulhinho de sinos ou coisa do tipo quando o Edward se expõe ao sol. Hooray!
Resumindo, o filme está sensacional para quem é fã e também para quem não é. Mas se você está atrás de um mega filme de ação, esse filme não é para você.
Ainda assim, Lua Nova é diversão garantida e muito bem adaptada. Agora para os fãs, como eu, começa a contagem regressiva para a adaptação de Eclipse, terceiro livro da saga.
Vi no Video and Noise
O ator Robert Pattinson revelou na quinta-feira (13) que ficou nervoso com a fama que obteve com “Crepúsculo”, mas que está mais tranquilo agora que descobriu que o que os fãs querem é seu personagem, não ele. “Crepúsculo”, baseado no best-seller de Stephanie Meyer sobre um casal formado por um vampiro e uma mortal, trouxe a fama para a dupla de protagonistas ao arrecadar US$ 383 milhões nos cinemas de todo o mundo.





